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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

SAÚDE

A posição que você dorme pode agravar o seu problema de coluna

⟫ Especialista explica como o sono influencia diretamente nas dores musculoesqueléticas e dá orientações práticas para prevenir e aliviar o desconforto ⟫

Portal Fonte Viva
Por Portal Fonte Viva
A posição que você dorme pode agravar o seu problema de coluna
Imagens: Assessoria de Imprensa
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Dormir deveria ser o momento de descanso e recuperação do corpo, mas para muitas pessoas, é justamente durante o sono que as dores na coluna se agravam. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 27 milhões de brasileiros convivem com dores crônicas na coluna, uma das principais causas de afastamento do trabalho no país. O dado é reforçado pelo Ministério da Saúde, que aponta a dor lombar como o segundo motivo mais frequente de procura por atendimento médico no SUS.

Para a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas e especialista em reabilitação funcional, a forma como dormimos exerce papel determinante na saúde da coluna. “Durante o sono, o corpo passa várias horas na mesma posição. Quando essa postura não respeita o alinhamento natural da coluna, os músculos e articulações são sobrecarregados, o que favorece a rigidez e a dor ao acordar”, explica.

Posições que mais sobrecarregam a coluna

De acordo com a especialista, dormir de bruços é a posição mais prejudicial, pois força a torção do pescoço e causa desalinhamento da região lombar. “A cabeça fica virada para um lado e a curvatura natural da coluna é comprometida. Com o tempo, essa postura pode gerar dores cervicais e lombares persistentes”, afirma.

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Dormir de lado é considerada a opção mais equilibrada, desde que se respeite alguns cuidados. O ideal é manter um travesseiro que preencha o espaço entre o ombro e a cabeça, mantendo o pescoço alinhado. Um travesseiro entre os joelhos também ajuda a reduzir a rotação do quadril e a pressão sobre a lombar. Já quem prefere dormir de barriga para cima deve optar por um travesseiro baixo e macio, que mantenha o pescoço neutro, e pode colocar outro pequeno sob os joelhos para aliviar a tensão nas costas.

Como o colchão e o travesseiro influenciam

Mais do que conforto, o colchão e o travesseiro são elementos terapêuticos. Um estudo da National Sleep Foundation aponta que colchões muito moles ou muito firmes estão associados a maior incidência de dor lombar matinal. “O colchão ideal é aquele que se adapta ao corpo, oferecendo sustentação sem afundar excessivamente. O travesseiro também precisa respeitar a curvatura cervical. Ambos devem ser substituídos periodicamente, já que perdem a capacidade de suporte com o uso”, orienta Mariana.

Dicas para quem já sente dor e para quem quer prevenir

Para quem acorda com dor, a especialista recomenda alongar-se suavemente antes de levantar da cama. “Movimentos simples, como girar os ombros, esticar braços e pernas e respirar profundamente, ajudam a preparar a musculatura para o dia”, explica.

Outros hábitos também fazem diferença:

  • Evitar colchões muito antigos ou deformados;
  • Usar travesseiros de altura compatível com a posição preferida;
  • Dormir de lado, com joelhos semifletidos e apoio entre as pernas;
  • Fazer pausas e alongamentos ao longo do dia, especialmente para quem trabalha sentado;
  • Praticar atividades de fortalecimento postural, como pilates clínico e fisioterapia preventiva.

Para Mariana, entender a relação entre o sono e a postura é um passo essencial para quebrar o ciclo de dor e cansaço. “Muitos pacientes buscam tratamento para dor sem perceber que ela começa à noite. O corpo precisa de descanso, mas também de suporte. Dormir bem é parte do tratamento”, conclui.

Sobre a Dra. Mariana Milazzotto

Fisioterapeuta com quase 20 anos de atuação, mestre em Ciências Médicas e especialista no tratamento clínico do lipedema. Criadora da Jornada Desvendando o Lipedema, programa que forma fisioterapeutas e terapeutas corporais no atendimento a mulheres com diagnóstico confirmado ou suspeita da doença. É referência no Brasil por sua abordagem humanizada e baseada em evidências científicas.

 

FONTE/CRÉDITOS: Paulo Novaes Jornalista - Assessoria de Imprensa
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