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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
Saúde

FDA aprova novo medicamento para câncer de pâncreas metastático

Daraxonrasib, vendido como Rasonque, apresentou sobrevida mediana de 13,2 meses em estudo contra 6,7 meses com quimioterapia.

Portal Fonte Viva
Por Portal Fonte Viva
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FDA aprova novo medicamento para câncer de pâncreas metastático
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A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou em 26 de agosto de 2026 o uso do daraxonrasib, comercializado como Rasonque, para adultos com adenocarcinoma de pâncreas metastático que já receberam pelo menos uma terapia sistêmica ou que não são candidatos à quimioterapia combinada. A decisão foi baseada nos resultados de um estudo clínico de fase 3 que apontou aumento significativo da sobrevida e do tempo sem progressão da doença.

O medicamento é administrado por via oral uma vez ao dia e atua sobre a família de proteínas RAS, que participa dos mecanismos responsáveis pelo crescimento de diversos tumores. A aprovação representa uma nova alternativa para pacientes com uma forma avançada e de difícil tratamento do câncer de pâncreas.

Estudo mostrou aumento da sobrevida

Os resultados que fundamentaram a aprovação foram apresentados no encontro anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizado em Chicago, e fazem parte do estudo internacional RASolute 302, que acompanhou 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático previamente tratado.

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Na população geral avaliada, a sobrevida global mediana foi de 13,2 meses entre os pacientes que receberam daraxonrasib, contra 6,7 meses no grupo submetido à quimioterapia padrão. Isso corresponde a uma diferença de aproximadamente 6,5 meses na mediana de sobrevida, e não significa que todos os pacientes terão o mesmo resultado individual.

O medicamento também apresentou vantagem na chamada sobrevida livre de progressão, período em que a doença não apresenta avanço. A mediana foi de 7,2 meses com daraxonrasib, contra 3,6 meses com quimioterapia. A taxa de resposta objetiva foi de 30%, diante de 11% no grupo de comparação.

A ASCO classificou os resultados como uma mudança importante no cenário de tratamento do câncer pancreático metastático, destacando o ganho de sobrevida observado no estudo.

Tratamento é destinado a casos específicos

Apesar dos resultados considerados relevantes, a aprovação não significa que o medicamento seja indicado para qualquer pessoa com câncer de pâncreas.

A autorização da FDA é específica para adultos com adenocarcinoma pancreático metastático que já tenham recebido pelo menos uma terapia sistêmica ou que não sejam candidatos à combinação de múltiplos medicamentos quimioterápicos. Portanto, a indicação depende das características da doença e da avaliação da equipe médica.

O tratamento também não é isento de efeitos adversos. Entre as reações mais comuns estão erupções cutâneas, diarreia, inflamação da mucosa da boca, náuseas, fadiga, vômitos, dor abdominal, inchaço, redução do apetite e hemorragia. A documentação da FDA também apresenta advertências relacionadas a toxicidades dermatológicas e de tecidos moles, problemas gastrointestinais, pneumonite e riscos para o feto.

A dose recomendada pela agência é de 300 mg por via oral, uma vez ao dia, até que haja progressão da doença ou toxicidade considerada inaceitável.

Uma nova opção para uma doença de difícil tratamento

O câncer de pâncreas permanece entre os tumores mais difíceis de tratar, especialmente quando identificado em estágio avançado. Segundo a FDA, aproximadamente 90% a 95% dos casos de câncer de pâncreas diagnosticados nos Estados Unidos correspondem ao adenocarcinoma pancreático.

O daraxonrasib recebeu da FDA designações destinadas a acelerar o desenvolvimento e a análise de medicamentos para doenças graves, incluindo Breakthrough Therapy e Orphan Drug. A agência também informou que a aprovação ocorreu cerca de 6,5 meses antes do prazo originalmente previsto para a decisão regulatória.

Os resultados do estudo mostram, portanto, um avanço importante para um grupo específico de pacientes com doença metastática, mas não representam uma cura para o câncer de pâncreas. A escolha do tratamento continua dependendo do estágio da doença, histórico terapêutico, condições clínicas e avaliação individualizada por especialistas.

FONTE/CRÉDITOS: Food and Drug Administration (FDA); American Society of Clinical Oncology (ASCO)

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