Em 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o debate sobre pressão alta ganha espaço, mas também levanta uma pergunta importante: além dos medicamentos e do acompanhamento médico, o que alimentação, nutrientes, atividade física e outros recursos naturais podem representar dentro de uma estratégia de cuidado? Para profissionais de referência do Portal, como Dr. Marco Menelau e Dr. Dayan Siebra, a resposta passa por olhar para a saúde cardiovascular de maneira mais ampla, considerando hábitos, alimentação e possíveis deficiências nutricionais.
A pressão alta não deve ser olhada isoladamente
A hipertensão é uma condição que pode permanecer silenciosa durante muito tempo. Por isso, cuidar da pressão não significa apenas reagir quando o aparelho apresenta um número elevado.
Na visão do Dr. Marco Menelau, a prevenção cardiovascular deve considerar o conjunto: alimentação, nutrientes, atividade física, hábitos de vida e outros fatores que participam da saúde do organismo. Em seu material dedicado à prevenção cardiovascular, o médico aborda justamente hipertensão, alimentos funcionais, vitaminas, minerais, fitonutrientes, ervas e hábitos de vida.
Essa visão é importante para uma editoria que não pretende transformar um único nutriente em solução universal.
Magnésio e saúde cardiovascular
Entre os nutrientes destacados pelo Dr. Marco está o magnésio.
Em conteúdo específico sobre hipertensão, o médico relaciona o mineral à saúde cardiovascular e inclui a questão nutricional entre os pontos que considera relevantes na abordagem natural da pressão arterial. Ele também aborda óxido nítrico, atividade física, probióticos, meditação e mudanças de hábitos.
Em seu material profissional, o Dr. Marco também apresenta o magnésio entre os nutrientes utilizados em sua abordagem de saúde cardiovascular.
Isso, porém, não significa que toda pessoa com pressão alta precise tomar magnésio.
Nutriente e suplemento não são a mesma coisa.
O primeiro passo é compreender a alimentação, a condição individual e a eventual existência de deficiência ou necessidade específica.
O que colocar no prato?
O Dr. Dayan Siebra também trabalha a hipertensão a partir de alimentação e hábitos. Em conteúdo dedicado à pressão alta, ele aborda alimentos ricos em potássio e chama atenção para o consumo de alimentos industrializados e fontes de sódio.
Essa abordagem encontra um ponto de convergência importante com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025.
A diretriz recomenda reduzir o consumo de sódio e aumentar o potássio dietético, preferencialmente por meio de uma alimentação rica em frutas, verduras, hortaliças, leguminosas e oleaginosas. Também recomenda padrões alimentares saudáveis, como a dieta DASH.
Portanto, quando falamos em alimentação para quem precisa cuidar da pressão, a conversa não deveria começar pela busca de um alimento milagroso.
Deveria começar pelo conjunto da alimentação.
E o sal rosa?
Aqui existe uma informação que merece atenção.
Trocar o sal comum pelo sal rosa do Himalaia não significa automaticamente reduzir o sódio.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 afirma que o sal rosa e o sal marinho apresentam teor de sódio semelhante ao sal de cozinha. Já os substitutos em que parte do sódio é trocada por potássio podem reduzir a pressão em determinadas circunstâncias, mas exigem cautela em pessoas com risco de hipercalemia, especialmente quem possui doença renal crônica.
Ou seja:
a palavra “natural” não elimina a necessidade de conhecimento e cuidado.
E os suplementos?
É aqui que a informação precisa ser responsável.
O método editorial do Portal determina que suplementos sejam apresentados conforme finalidade, evidências, cuidados, contraindicações e visão dos profissionais, sem transformar informação em prescrição.
Na abordagem do Dr. Marco Menelau, suplementos aparecem dentro de uma estratégia mais ampla de prevenção cardiovascular, junto com alimentação funcional, nutrientes, ervas e hábitos de vida.
Mas isso não autoriza o leitor a abandonar medicamentos ou substituir acompanhamento profissional por cápsulas.
O próprio material do médico ressalta que seu conteúdo não substitui acompanhamento médico.
O ponto em comum: cuidar antes de remediar
Apesar das diferenças entre as abordagens, existe uma ideia importante:
a saúde cardiovascular não começa no momento em que surge uma complicação.
Ela é construída diariamente.
Na alimentação.
No movimento.
No sono.
No controle do peso.
Na redução do excesso de sódio.
Na qualidade dos nutrientes.
Na redução do sedentarismo.
E, quando necessário, no tratamento médico adequado.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025 confirma que mudanças não medicamentosas — incluindo redução de sódio, aumento do potássio dietético, atividade física, controle do peso e alimentação saudável — são componentes importantes da prevenção e do tratamento da hipertensão.
Cuidar da pressão é cuidar do conjunto
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, instituído pela Lei nº 10.439/2002, existe justamente para estimular diagnóstico preventivo e tratamento adequado. A data é celebrada em 26 de abril.
A mensagem de abril, portanto, não é que exista uma cápsula capaz de resolver a pressão alta.
Também não é que o tratamento convencional deva ser abandonado.
É outra:
alimentação, nutrientes e hábitos podem fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado — desde que cada escolha seja compreendida dentro da realidade de cada pessoa.
ATENÇÃO
Esta matéria apresenta visões e abordagens dos profissionais de referência citados, não como consenso médico ou prescrição individual. Pessoas com hipertensão não devem suspender medicamentos nem iniciar suplementos, minerais, ervas ou substitutos do sal sem orientação de profissional habilitado.
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