Em 28 de julho, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, o alerta sobre o fígado ganha uma dimensão maior: cuidar da saúde hepática não significa olhar apenas para as hepatites, mas também para alimentação, peso, metabolismo, consumo de álcool, atividade física, medicamentos e outras condições que podem comprometer o órgão. Na visão dos médicos Dr. Lair Ribeiro e Dr. Dayan Siebra, o fígado ocupa papel central no equilíbrio do organismo e merece atenção dentro de uma estratégia mais ampla de saúde e estilo de vida.
Um órgão que trabalha sem chamar atenção
O fígado está envolvido em inúmeras funções fundamentais do organismo.
Ele participa do metabolismo de nutrientes, da produção e processamento de substâncias importantes para o corpo e de processos relacionados à eliminação e transformação de compostos.
O problema é que muitas doenças hepáticas podem evoluir durante bastante tempo sem sintomas evidentes.
É justamente por isso que o cuidado não deveria começar apenas quando aparecem sinais.
O Ministério da Saúde alerta que as hepatites virais são frequentemente silenciosas e que algumas formas podem permanecer crônicas, evoluindo para fibrose, cirrose e câncer de fígado.
A visão do Dr. Lair Ribeiro
Entre os profissionais de referência do método editorial, o Dr. Lair Ribeiro apresenta uma visão integrativa na qual o fígado aparece relacionado ao metabolismo, à alimentação e aos processos de transformação e eliminação de substâncias.
Em material publicado em seu portal, o médico discute a função hepática, toxinas e processos de desintoxicação, relacionando ainda o fígado a nutrientes e ao funcionamento geral do organismo.
Essa é a visão apresentada pelo profissional.
O método editorial do Portal determina, porém, que a opinião de um especialista não seja apresentada como consenso científico quando não representar consenso.
Por isso, a palavra “detox” merece cuidado.
O fígado possui sistemas próprios de metabolização e eliminação de substâncias. Isso não significa que uma pessoa precise realizar periodicamente protocolos de “limpeza hepática”.
Cuidar do fígado é diferente de prometer uma “faxina” no órgão.
O que o Dr. Dayan Siebra destaca
O Dr. Dayan Siebra possui conteúdo específico sobre gordura no fígado, ou esteatose hepática, relacionando o problema a alimentação e estilo de vida. Em seu material, aborda alimentos, vegetais, sementes, frutas, hidratação e exercício físico dentro da discussão sobre saúde hepática.
Essa abordagem é particularmente pertinente para a linha editorial do Portal porque coloca a saúde do fígado em contato direto com alimentação e hábitos cotidianos.
E existe uma ideia importante nessa perspectiva:
não adianta procurar um alimento isolado para “limpar” o fígado se o conjunto da rotina continua desfavorável.
Esteatose: quando a gordura chega ao fígado
A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, tornou-se uma questão importante de saúde metabólica.
Ela pode estar associada a obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e alterações metabólicas.
Isso aproxima julho das pautas trabalhadas anteriormente na série Saúde em Foco.
O fígado não está isolado do restante do organismo.
Metabolismo, alimentação, peso corporal e atividade física conversam entre si.
Por isso, uma abordagem de saúde hepática precisa olhar para a pessoa como um todo.
E as hepatites?
É impossível falar de julho sem voltar às hepatites virais.
O Ministério da Saúde estabelece julho como Julho Amarelo — mês de luta contra as hepatites virais, e 28 de julho como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.
No Brasil, as hepatites A, B e C são as mais comuns.
As hepatites B e C merecem atenção especial porque podem evoluir de forma silenciosa e tornar-se crônicas.
A prevenção também passa por vacinação, testagem e diagnóstico precoce.
A vacina contra hepatite B é indicada para pessoas não vacinadas de todas as idades, segundo o Ministério da Saúde.
E os testes rápidos para hepatites estão disponíveis gratuitamente no SUS.
O fígado também sente os hábitos
Quando pensamos em saúde hepática, é fácil imaginar apenas doenças.
Mas prevenção também significa olhar para a rotina.
Alimentação adequada.
Atividade física.
Controle do peso.
Uso responsável de medicamentos.
Cuidado com álcool.
Vacinação.
Testagem quando indicada.
A Organização Mundial da Saúde e os órgãos de saúde pública trabalham com uma visão de prevenção que envolve justamente esse conjunto.
E isso combina com a proposta editorial desta série:
não procurar uma solução milagrosa, mas compreender melhor aquilo que fazemos todos os dias.
Naturais e suplementos: atenção ao “natural”
O fígado também participa do metabolismo de diversas substâncias presentes em medicamentos, alimentos e suplementos.
Por isso, “natural” não deve ser entendido automaticamente como “inofensivo”.
O método editorial estabelece expressamente que naturais e suplementos precisam ser apresentados com contexto, finalidade, evidências, limitações, cuidados e possíveis riscos.
Isso é especialmente importante quando o assunto é fígado.
Uma substância utilizada com a intenção de proteger o órgão pode, dependendo do produto, da dose ou da condição individual, produzir efeito diferente do esperado.
Suplementação não deve ser iniciada como substituição de diagnóstico ou tratamento.
Cuidar antes que o fígado reclame
O fígado não costuma ocupar nossos pensamentos durante o dia.
E talvez essa seja uma das razões para esquecermos dele.
Mas julho nos lembra que saúde hepática não é apenas combater hepatites.
É também olhar para o metabolismo.
Para os hábitos.
Para aquilo que ingerimos.
Para os medicamentos que utilizamos.
Para o peso.
Para o movimento.
E para os exames e acompanhamentos necessários.
O melhor momento para cuidar de um órgão silencioso é enquanto ele ainda consegue trabalhar em silêncio.
ORIENTAÇÃO IMPORTANTE
Esta matéria apresenta a visão clínica de profissionais de referência e informações de caráter educativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento. Pessoas com doença hepática, uso contínuo de medicamentos ou suspeita de alteração no fígado devem procurar avaliação profissional. Não interrompa medicamentos nem utilize “detox”, ervas ou suplementos com finalidade terapêutica sem orientação adequada.
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